quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Necessidade

Eu preciso amar,
sentir a verdade nos olhos,
na boca,
no sorriso.
Eu preciso amar,
costurar as veias rasgadas,
remendar sonhos,
bombear a vida.
Eu preciso amar,
apertar troncos,
cariciar plantas,
sugar frutos.
Eu preciso amar,
ouvir sons,
movimentar pernas e braços,
possuir-me em outro.
Eu preciso amar,
esfregar mentes,
cegar os olhos abertos,
espremer desejos.
Eu preciso amar,
converter pensamentos,
abrigar carícias,
cansar-me na espera.
Eu preciso amar,
aumentar o ritmo da vida,
suar os poros,
entregar-me toda.
Eu preciso amar!

Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 1h16 da madrugada de um dia que se foi.

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